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Glaucoma afeta mais a população negra

28.03.2002

O Glaucoma atinge adultos e crianças em todo o mundo. É uma doença que provoca a alta da pressão dentro do olho e, caso não seja tratada, pode levar à cegueira total. Na maioria das vezes se apresenta como uma doença insidiosa e assintomática, podendo, nos casos mais acentuados, gerar dor, halos luminosos e redução da visão periférica do paciente. “Apesar de apresentar tantos sintomas, em 80% dos pacientes o glaucoma é assintomático. Por isso é necessário um exame periódico do nervo óptico. A prevenção ainda é a melhor forma de tratamento”, alerta a oftalmologista Dalise Leitão Guerra Freaza, da Oftalmoclin, clínica especializada em saúde ocular.

Em Salvador a incidência de glaucoma é muito grande, já que a doença atinge principalmente a população negra e seus descendentes. “20% dos glaucomatosos têm histórico familiar da doença. Os descendentes em 1º grau de doentes de glaucoma correm risco de até 40% de desenvolverem a doença”, afirma Dalise Freaza. Nos casos mais avançados, a perda da visão acontece da periferia para o centro do olho. Como a visão central não é afetada de imediato, muitas pessoas não percebem logo que estão com a doença.

Os tratamentos visam estabilizar o nível da pressão ocular e num primeiro momento incluem o uso de medicamentos tópicos (colírios). Nos casos mais graves o mais recomendável são as cirurgias a laser ou cirurgias de incisão. Mas o exame periódico ainda é a melhor forma de prevenir o avanço da doença. Um dos aparelhos mais avançados para o diagnóstico da doença é o GDX, recentemente adquirido pela Oftalmoclin, clínica especializada em saúde ocular. O aparelho permite a realização de um diagnóstico precoce. “Com este equipamento é possível fazer uma análise das fibras nervosas do nervo óptico. É feita uma avaliação quantitativa e qualitativa das fibras através da comparação com o banco de dados normal e dessa forma é possível detectar se há ou não indícios da doença e em que estágio ela se encontra. “É a forma mais eficiente de diagnosticar e acompanhar o avanço do glaucoma”, explica a oftalmologista Dalise Freaza.

Assessoria de Imprensa
Márcia Moreira – 9127.9790

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