O termo “conjuntivite” refere-se a qualquer inflamação na conjuntiva do globo ocular (conjuntiva é uma membrana que reveste a esclera, porção branca dos olhos). Quando acometida, os sintomas logo se manifestam através de prurido, ardor, vermelhidão, sensação de areia, borramento da visão e/ou secreção.
Existem inúmeros tipos de conjuntivites, sendo as mais comuns: a viral, a bacteriana, a química, a fúngica e a alérgica dentre outras. A depender do tipo de conjuntivite os sintomas podem regredir espontaneamente em alguns dias sem que haja a necessidade do uso de medicações ou perdurar e até agravar o quadro. Por isso torna-se imprescindível diagnosticar corretamente o tipo de conjuntivite e instituir prontamente o tratamento mais adequado para cada caso, visto que cada paciente apresenta peculiariedades que podem interferir na escolha por uma ou outra medicação. É importante que o paciente não utilize qualquer tipo de colirio por conta própria para não mascarar o quadro , e assim dificultar ou retardar o diagnóstico.
Aconselhamos apenas lavar bem os olhos com solução fisiológica 0,9% para aliviar os sintomas e procurar imediatamente atendimento de um oftalmologista. Outra prática erronea e muito comum é o uso de colírio de terceiros. É constatnte, no ambulatório, ouvirmos do paciente: “Doutor, meu irmão estava com conjuntivite e eu usei o mesmo colírio dele mas não fiquei curado, porquê?” Lembre-se que pessoas que frequentam os mesmos ambientes nem sempre são acometidos por infecções semelhantes, e às vezes o grau de virulência de um determinado germe está relacionado ao estado imunológico e nutricional do paciente naquele momento. Períodos de stress, uso de drogas imunodepressoras e alterações hormonais (menopausa), tornam tais indivíduos mais susceptíveis a infecções de toda ordem e prolongam o tempo de cura da mesma. Estes são fatores que devem ser levados em conta para se ter êxito quando se institui um tratamento medicamentoso a esses pacientes.
Quanto à prevenção das conjuntivites, podemos dizer que resumem-se a medidas higiênicas basicamente: lavar bem e frequentemente as mãos, não esfregar as mãos nos olhos, evitar contato e ambientes com pessoas infectadas. Não existe colirio preventivo!
Dr. Luciano Freaza Rivas
Cirurgião Oftalmologista da OFTATALMOCLIN
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